Viva o Brasil!

Por Vitor Hugo Tonin

Com extrema satisfação que escrevo meu primeiro texto como membro permanente da equipe de colunistas do Brasil em 5. Assumir coletivamente a tarefa de construir um canal de diálogo e debate de ideias não é algo simples ou corriqueiro. É arriscar-se à exposição. Assumir mais trabalho voluntariamente, expor-se coletivamente ao contraditório em tempos ainda de comodismo, em que o risco só deve ser assumido se for bem remunerado, ou trouxer prebendas individuais, é uma raridade.

O que nos motiva, no entanto, é a profunda convicção no Brasil. Convicção de que este povo e esta terra ainda tem um futuro a construir e que este futuro é extremamente distinto e mais humano do que a tragédia subdesenvolvida atual. Convicção calcada no conhecimento profundo de nosso país, das gigantescas riquezas naturais que ele ainda reserva e que se tratadas como parte da humanidade e não como fonte de lucros poderão sobreviver eternamente graças aos gigantescos avanços tecnológicos acumulados que ainda estão por ser apropriados pela ancestral sabedoria indígena.

Estes povos que souberam conviver harmonicamente com a natureza, ao lado, da grandeza espiritual e física de nossa origem africana, povo que soube enfrentar, sobreviver e resistir às mais odiosas formas de exploração físicas e espirituais; junto da matriz europeia, essa gigantesca massa de população branca excedente, rejeitada pela Europa e que assumiu o Brasil como destino, mas que desde logo foi subjugada nas formas de superexploração das fazendas de café; somadas ainda às posteriores contribuições do contingente de sírio-libaneses, cuja influência é notável no mais singelo boteco brasileiro; da milenar civilização japonesa; e a atual contribuição do primeiro povo latino-americano a se independentizar, os haitianos; são, enfim, nossa maior fortaleza.

Estas distintas origens culturais se amalgamaram e continuam se fundindo, continuam transando suas culturas e seus corpos, formam um todo único, indivisível, unitário em sua diversidade, forjando as condições capazes de integrar os mais altos valores espirituais e humanos à mais avançada tecnologia na construção de um Brasil possível,  encontra nos históricos parasitas da nação um obstáculo ao seu destino. Dos conquistadores portugueses aos aparentemente civilizados banqueiros da atualidade, a classe dominante brasileira sobrevive da manutenção do subdesenvolvimento da nação e das mazelas de nosso povo, ceifando nossas virtuais possibilidades.

Indignar-se com a atual situação de nosso país e lutar por sua superação é a única forma de ser um brasileiro autêntico, sem jamais esquecer o ensinamento de Inca Yupanqui: “um povo que oprime outro não pode ser livre”!

Comodista por temperamento, nutro um profundo amor pelo Brasil. É este amor que me obriga a lutar pelo que podemos, pelo que havemos de ser: uma maravilha, uma maravilha chamada Brasil.

Viva o Brasil em 5! Viva o povo brasileiro! Viva o Brasil!

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