PAZ entre nós, GUERRA aos Banqueiros!

Por Sammer Siman

O governo bosta de Michel Temer já está virando água. Quem se lembra daquela pompa do Mordomo do diabo assumindo o governo depois de 31 de agosto se espanta agora com seu crescente abandono: Até a Rede Golpe, conhecida como Rede Globo por muitos, começa a pular da canoa furada, devemos dizer a ela e a todos que agora aderem ao FORA TEMER, antes tarde, do que nunca! Bem vindos 0/

No entanto, mesmo que o governo caia nos próximos dias ou nos próximos meses seu rastro já deixa marcas irreparáveis: Extinção de ministérios estratégicos como o da Previdência e o da Ciência e Tecnologia, Reforma regressiva do ensino médio, aprovação da lei que entrega o pré-sal pros gringos, enfraquecimento do Banco do Brasil dentre tantas outras medidas de maldade, sendo que a “obra prima” se manifesta agora com a PEC 55 e o desmonte da previdência.

Se a zoeira não tem limites, o CINISMO muito menos. Os golpistas insistirão na tese de que as reformas são “necessárias”, de que cabe ao povo sacrifício, é engraçado como o tal sacrifício sempre é exigido dos trabalhadores, nunca dos ricos, que seguem nadando em privilégios. Listamos, recentemente, 15 medidas que poderiam ser tomadas como alternativa a PEC da morte, a exemplo da instituição de IPVA sobre jatinhos, helicópteros e iates, da taxação das grandes fortunas, taxação de remessas de lucro para o exterior, dentre outras (ver aqui).

O Brasil se tornou a República dos bancos. Se antes 45 reais de cada 100 reais arrecadados pela União já servia para alimentar o corrupto serviço da dívida pública agora eles querem mais, a PEC 55 e a reforma da previdência nada mais faz do que liberar mais recursos para o corrupto sistema da dívida. Sem falar no saqueio que os bancos fazem de cada cidadão diariamente, como na criminosa taxa de juros do rotativo do cartão de crédito (mais de 400% ao ano!), os astronômicos juros do cheque especial, dentre outras maldades.

Em entrevista dada ontem, dia 11 de dezembro, para o Programa “Show Business” na TV Band (ver aqui) o presidente do Santander no Brasil Sérgio Rial disse que uma das medidas que o banco tomou recentemente para “ajudar as pessoas no contexto da crise” foi oferecer novo crédito para aqueles devedores que tinham imóveis “limpinhos” para dar em garantia. Ora, quanta “generosidade” desse senhor, ou melhor dizendo: quanta canalhice, quanto cinismo! Disse também que o futuro das agências bancárias é se tornar cada vez mais um “ambiente de negócios”, como na crescente clientela que vai buscar planos de previdência. Esses senhores mal escondem os seus interesses por trás do ataque à previdência pública!

Amanhã é dia da votação em segundo turno da PEC da morte. Devemos dar um ROTUNDO NÃO para esse Senado IMORAL, CORRUPTO e ANTIPOPULAR, feito por uma ordem de Calhordas como Renan Calheiros, e dizer que nesse país a PAZ será para nós, e a GUERRA PARA OS BANQUEIROS! Devemos dizer também, o TEMER VAZA! E vaza também todos os golpistas que quiserem seguir com essa agenda anti-povo, a agenda dos 1% de ricaços que vivem da tragédia do povo, devemos rejeitar todos os golpistas até surgir uma nova ordem que preserve e amplie os direitos sociais e que dê fim ao latifúndio, aos monopólios, ao imperialismo e a essa bancocracia que toma conta do Brasil.

Rememorando Carlos Marighella, é preciso ter não ter medo, é preciso ter coragem de dizer.

POR UM NATAL SEM TEMER!

NÃO A PEC 55 E A REFORMA DA PREVIDÊNCIA!

FORA TODOS OS GOLPISTAS!

Obs: Uma saudação especial aos estudantes secundaristas e universitários de Belo Horizonte que hoje, no dia 12 de dezembro, ocuparam o Banco Central contra a aprovação da PEC 55.

Anúncios

Alguém aí falou em guerra entre os poderes?

Por Vitor Hugo Tonin

Vitória de Renan no STF mostrou que quando ameaçam os objetivos centrais do golpe as divergências internas do consórcio golpista são varridas para baixo do tapete, onde jaz a constituição.

 

No turbilhão de fatos inéditos que aceleram a vida política brasileira desde junho de 2013 é cada vez mais difícil, e por isso mais importante, separar os acontecimentos dos fatos. Nunca é demais lembrar que política só se faz na conjuntura, daí a importância de uma análise de conjuntura bem calibrada.

Um acontecimento é aquele que revela contornos que são pouco nítidos. Desde o vazamento dos áudios de Sérgio Machado em suas conversas com Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros sabemos que a aliança entre a camarilha política e setores golpistas do judiciário se dá num contexto de conflito, de contradição. Foi o medo da Lava Jato que levou os congressistas do PMDB – incluindo aí Renan que não é muito chegado a Temer – e do PSDB – afinal, quem “conhece o esquema do Aécio” sabe “que será o primeiro a cair” – a se apoiarem no impeachment e num “grande acordo nacional, incluindo o STF, incluindo todo mundo!” para “estancar a sangria”.Portanto, este grande acordo nacional não navega em águas tranquilas.

Como acontece em todo agrupamento de forças, quando destruído o inimigo principal e alcançado seu objetivo comum as divergências internas começam a crescer e ganhar dominância. Estaríamos nesse momento?

Tudo começou com a aprovação na Câmara do pacote anticorrupção, que foi complementada pelo pedido de urgência do Renan no Senado. Foi uma bela trucada dos parlamentares em cima da fração golpista do judiciário que, por sua vez, decidiu se rebelar. Primeiro, os procuradores da lava-jato foram a público chantagear o congresso. Depois, no domingo, colocou seu exército nas ruas (aliás, como diminuiu, hein?), para exigir o Fora Renan. Por fim, é Marco Aurélio Mello, juiz do STF, mais por convicção que por conveniência, que retruca contra o congresso: na segunda-feira ele expediu a liminar  que destituía Renan da presidência do Senado. Renan, que já está na mesa no jogo há muito mais tempo, pagou pra ver. Na quarta-feira, quando Marco Aurélio mostrou suas cartas viu que seus parceiros no Supremo estavam, na verdade, blefando.

Neste meio tempo figuras públicas de Kinta Kategoria, que foram às ruas no domingo pedir Fora Renan, ficaram amedrontadas com a possibilidade de que sua exigência poderia se tornar realidade. Não era para nos levar tão sério, disseram. Patetice completa! Revelaram mais uma vez que são uma farsa.

O enigma, portanto, está em conseguir responder por que estes setores que avançaram tanto sobre Renan não foram até as últimas consequências e ficaram ao lado de Marco Aurélio? A capacidade de responder essa questão é que faz desta sucessão de fatos, um acontecimento. Ela nos revela que as divergências internas ao consórcio golpista ainda são menores que seus objetivos comuns. A destituição de Renan poderia causar problemas na aprovação da PEC 55 do Fim do Mundo. Não a toa, quando volta à presidência Renan resolve mostrar serviço, realiza três seções em um dia, mantendo a votação final da PEC para o dia anteriormente marcado. Busca demonstrar ao conjunto de forças aliadas que, apesar de tudo, ele é o mais eficiente para este posto.

Renan ficou, mas isso não significa que o judiciário foi derrotado. Nessa rodada do jogo, os procuradores e juízes da lava-jato conseguiram manter assegurado seus “direitos” de abusar da sua autoridade e de receber supersalários. Nada mal, não?

Não há, portanto, uma guerra entre poderes. Há um consórcio golpista que tomou o poder e instalou um Estado de exceção. Enquanto houver um projeto unificador ele se manterá. Sob tempestade, é certo. Assim como também é certo que durante esta tempestade a aliança Moro-Tucana busca, e tem conseguido, se fortalecer dentro deste consórcio para dirigir o navio quando, e se, chegar a calmaria.