Luis Roberto Barroso é mais um candidato da Direita para 2018.

Apesar de não ser filiado ou de disputar as eleições, Luis Roberto Barroso tem sido (e deve continuar sendo) o melhor e maior porta voz da direta no Brasil. Sua capacidade de simplificar os debates acadêmicos e jurídicos, de explanar a indignação bom-mocista  e de sorrir para a câmera antes de falar são suas principais armas para fingir que defende aqueles que mais ataca: os pobres.

Luis Roberto Barroso, indicado ao Supremo Tribunal Federal pela ex-Presidenta, Dilma Roussef, entrou para o cargo com a bagagem de ter sido advogado de Cesare Battisti, ex-guerrilheiro conhecido da Itália; e um dos muitos que defenderam o casamento homoafetivo junto à Procuradoria-Geral da República perante a Corte Constitucional. Esqueceram, porém, que Barroso foi, por muito anos, advogado da Rede Globo, das empresas e cartéis de cigarros e de tantos outros grupos que possivelmente possuem mais força de influência sobre o Ministro que os grupos que lutam pelas pautas de reconhecimento.

Não é por outra razão que, com seu linguajar simplista e sua facilidade para fingir que está dizendo mais do que de fato está, ele virou a principal figura anti-corrupção, anti-política e anti-estado. Numa recente “palestra”, o Ministro, que é formado em Universidade Pública, professor de Universidade Pública e durante toda sua vida foi empregado público, disse que o brasileiro é viciado no Estado.

A frase é um ótimo microcosmo de seu pensamento. Porque nela estão presentes as duas características que lhes são peculiares: o pensamento raso, quase grotesco; e a hipocrisia nítida de quem se sente acima do bem e do mal.

No que diz respeito ao primeiro ponto, vejamos. Ele estava dando “palestra” na London School of Economics, na Inglaterra, e parece não saber que nela (naquela Universidade) o investimento público é considerável, assim como acontece em todos os sistemas universitários do mundo. Quando diz que a Universidade Pública, assim como os outros serviços públicos, são  um “mal brasileiro” de duas uma: ou o Ministro não sabe do que fala, ou acredita que quem o escuta não sabe. Se sobra Estado para alguém no Brasil, é certamente para pessoas como ele. Basta procurar postos de saúde e escolas de qualidade nos bairros mais pobres do Rio de Janeiro.

No segundo ponto, Barroso, assim como fez Aécio no vídeo em que reclamava da “corrupção” no governo Dilma; ou como faz Alckmim (o da merenda e do metrô) quando diz querer “limpar” a política, finge que não recebeu dinheiro público para ministrar palestra no Acre no valor de R$40 mil reais; que não aplica o direito penal seletivo no STF contra negros e pobres; e que não tem “preferências políticas”, apenas rigor moral. É quase um ator global.

A direita procura por pessoas como Barroso para disputar a sociedade há tempos. Parece que acharam. Até porque, os candidatos que ela tem testado não tem essa capacidade. Barroso cai como uma luva na estratégia da Direita. Ele é o anti-político (nem se candidatar vai), que luta contra a corrupção e que combate o patrimonialismo tão problemático de nossa sociedade. Ele só esquece de combater a Globo, os Bancos e as grandes empresas multinacionais. Mas isso é detalhe.

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